Viver intensamente, viver.
Reflexão. Introspecção.
Começo um relacionamento com uma pitada de adrenalina, e me
jogo sem pensar nos próximos dias, pulo de cabeça em uma piscina rasa sem a certeza de estar com uma quantidade segura de água para que não me machuque. Dou minha alma até o fim, não temo a dor no momento. Acredito
que o sentimento não vai ter fim e que o vai se expandir em um tamanho absurdo.
Como sou inocente.
Juras desfeitas, sentimentos reduzidos, choros engasgados. Palavras e sentimentos descartáveis. É relacionamento atrás de relacionamento e frustração atrás de frustração.
Dizem que se cura a dor do amor com
outro amor, entretanto estou exausto dessa saga de ir curando e machucando repetitivamente. Não quero mais ter que curar nada. Quero sentir-me saudável, seguro.
As últimas pessoas com quem me relacionei se justificaram que não conseguia se entregar de corpo e alma devido a relacionamentos passados, e que ainda de alguma forma estavam trancados ao passado. Por que elas não se relacionam com outras só quando desapegarem a esse passado e terem certeza que estão curadas? Quanto mais eu me indago, mais dúvidas tenho e poucas são as respostas. Sinto me uma carta de baralho que fica na manga, me pegam quando acham necessário e quando querem me descartam.
"Viste-me de sonhos, hoje me visto das bermas da estrada."
Começou tudo com dois corações recém-partidos, terminou com
um.
O meu.
Mais uma vez.