sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

"Conhece-te a ti mesmo."


"Conhece-te a ti mesmo."                                                                 Sócrates
Críticas ao meu modo de ser, pensar e agir são muito bem aceitas. Não me considero um ser egocêntrico, escuto e analiso tudo o que é me exposto. O que for plausível eu me adapto, caso contrário recuso.
Uma das minhas características a destacar é a introspecção. E assim executo com cautela.
Não sou perfeito, e ninguém é! Recentemente passei por um período conturbado onde os estados de espíritos de ira e animalidade se manifestaram a todo instante. De certa forma me arrependo, eu que prezo, na grande maioria das vezes, uma saída diplomática para a resolução de problemas, mas não me contive. Magoei pessoas e fui magoado. Elaborei um drama tão intenso que hoje olhando não era necessário, pois acredito na Lei de Causa e efeito. Aqui se faz... Aqui se paga. Seja em atos maldosos ou benéficos.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Desabafo.

Vivo em uma paranóia constante por tua culpa. Me privei de várias coisas para não ter que te ver e quanto mais me esquivo as notícias sobre sua vida caem de paraquedas na minha.
Qual o propósito de eu gostar tanto de ti, me importar a todo tempo se isso não é recíproco?
Tolo sou eu, de acabar me envolvendo sabendo que está passando por uma fase da vida que queres apenas curtir e cair na vida boêmia. Deveria ter percebido por suas amizades que você não quer nada sério.Um amigo me disse ontem que eu tenho um imã para me apaixonar por pessoas que não querem nada sério. E analisando friamente constatei que é verídico.
Sabes que daria o mundo para ficar ao seu lado, mas talvez por medo, se recusa a aceitar. Seu silêncio evidência isso.
Agora pensando racionalmente eu quero esquecer o que senti por você, não sei se conseguirei tão cedo, mas irei.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Objeção

Em pleno ápice da minha juventude, me sinto envelhecido.
A felicidade que outrora sentira se acabou. Hoje consigo entender que felicidade é um sentimento efêmero, que depende das situações do meio ao qual estou inserido, ou seja, um estado de vida no qual estamos condicionados.
Antes de me entregar ao sono, faço uma reflexão, analiso os pontos positivos e negativos e tento compreender os motivos que resultaram os episódios do dia. E ao invés de encontrar soluções, surgem indagações ainda maiores. Refletir sobre os acontecimentos é sadio, mas não na proporção que eu faço. Então me recordo da pergunta que procuro incessantemente por resposta:
 “Dizem que a vida sem pensar não vale a pena ser vivida, mas se sua vida for só pensar? Isso é viver ou protelar a vida?”

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Instável

Mente inconstante a minha. Mutável, volúvel...
Há momentos que quero muito algo, outros não. Contradições a cada segundo.
Dificultar as oportunidades é um “talento” nato do ser humano.
Tentei ludibriar vários empecilhos ao longo deste quase ¼ de século de vivência, entretanto o processo de aprovação (em vários aspectos) é ainda mais custoso.
Tenho me deparado com pressão de todos os lados.
Hoje a única coisa que desejo é viajar, me distrair para organizar toda a minha vida que constantemente vive em um conflito imensurável.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Renegar

São detalhes tão pequenos que pessoas alheias reparam, mas quem você gostaria que notasse, assim não o faz.
Ao invés de trazer segurança e algo indubitável, só traz incerteza.
Será que vale toda essa aplicação em quem realmente não está interessado? Todos sabem a resposta, porém não admitimos a crença na mesma.
Não sou um exemplo de beleza notória, não possuo um padrão estético físico almejado, contudo oferto um intelecto célere e um senso de humor plausível.
Na contemporaneidade, esses valores internos são renegados dando lugar a uma exterioridade que julgo nula e frívola.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Resquício.

- Estás de bebedeira logo ao amanhecer?
- Estou adoecido, minha irmã! Logo, preciso.
- O que tens? Desde quando álcool cura doença?
- Pois a doença que sofro, é incurável, é a da paixão.
- Não me venha com mais essa.
- Estás a observar esta echarpe que não consigo desprender de minhas mãos?
- É notório! Não parou de fungá-la.
- É a única recordação que tenho, aqui está impregnado o cheiro de seu perfume, sabes que sinto até o tépido de seu corpo?
- Pare de molecagem! Como se chama sua donzela?
- Fiquei tão encantado com sua beleza que não deu tempo de inquirir a respeito de seu nome.
- Aposto que é mais um de seus romances boêmios.
- Aposto que não é, estou envolvido.
- Não seja insano, meu irmão. Não possuis uma explicação plausível para isso.
- E sentimentos têm satisfações admissíveis?
- Pare de dizer asneiras e procure algo útil para se ocupar nesta breve existência.
- Assim farei, começarei a escrever um livro sobre as venturas que outrora passara quando regava um sentimento totalmente niilista.
- Já chega! Não me faças rir.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Apegos, desapegos e insensatez.

Indago-me a respeito desta concepção de apegos e desapegos entre os seres humanos.
Como relacionamentos amorosos começam e geram uma dependência de união a cada momento com seus respectivos parceiros, trocas de juras, planejamentos futuros, e acabam com corações definhando aos dissabores desta curta existência.
Quando outrora eu deitara em meu leito, persistiam os resmungos e insanidades que sempre esteve a mercê de uma mente frágil. Atualmente esta mente frágil desenvolveu um bloqueio tão espantoso, que o rótulo que adquiri foi de insensato e insensível.
Paixões avassaladoras, devassas e amorais, não mais.

sábado, 25 de junho de 2011

... ...

Dizem que a vida sem pensar não vale a pena ser vivida, mas se sua vida for só pensar? Isso é viver ou protelar a vida?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Visão Turva.

Neoliberalismo, monocultura, padronização. O Aquecimento global já não é ficção.
Movidos pelo lucro, a vaidade e o poder, homens mortos pelo ego antes de nascer.
Na nova era chega a Terra a nova concepção, respiro fundo, fecho os olhos, de pé permaneço.
Abro ao cosmos as janelas do meu coração. Entrego, confio, aceito e agradeço.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Paixão.

“Segundo alguns psicanalistas, quando se apaixona, você não se relaciona com alguém de carne e osso, mas com uma projeção criada por você.
E a projeção que fazemos é de um ser absolutamente perfeito, mas depois de um período a projeção acaba e você passa a enxergar de verdade a pessoa com quem está se relacionando.
Invariavelmente, algumas virtudes do parceiro ou da parceira vão embora junto com a projeção... Outras ficam.
“E se o que ficou de cada um for suficiente pros dois a relação perdura, caso contrário...”

Dia dos Namorados chegando e me recordei da propaganda do chocolate Serenata de Amor.


FELIZ DIA DOS NAMORADOS!


PS: Apenas para aqueles que desfrutam com garbo os galanteios desse dia. *-*

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Inopinado 2

Cortinas abertas...

Sinto-me que tenho pouco para ofertar. Esta é a realidade.
Escondido atrás de um personagem frio e sem um desenvolvimento intelectual, espero levantar minha máscara.
Adentrando no campo da psicanálise me familiarizo com o personagem Charlie Brown (Peanuts); neurótico, vive em busca de aceitação dos amigos, desastrado e recebe todos os tipos de maus tratos emocionais ao redor. Nas relações sociais me posiciono sempre de maneira pouco inteligente. Sei que minhas queixas são procedentes das inadequações constantes de meus atos.

Minha vulnerabilidade provém da ideia de querer ser amado por quem está ao meu redor.
O modo factual que isso ocorre, eu não sei bem ao certo explicar, talvez seja uma autodefesa ao qual reprimo meus sentimentos e projeto um mundo que somente eu sou inserido.
O que é um paradoxo esses dois parágrafos acima.

Tento fixar uma constante mudança sinuosa em minha mente, porém sempre acaba em movimento retilíneo.
O processo de modificação e até adaptação do ser humano, a certas situações, costuma ser pouco célere e de modo desagradável.
Gostaria de tirar esta máscara atroz e expressar de todas as maneiras potenciais o meu EU verídico.

Fecham-se as cortinas.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Em determinados casos, a propaganda deve ser impactante?

Na maioria das vezes o propósito da propaganda ter finalidade impactante é alertar, informar e até sensibilizar a sociedade através de dispositivos visuais, ou audiovisuais, sobre determinado tema. Um exemplo clássico seria em relação ao tabagismo que na exibição de imagens nos oferece suscetibilidade a respeito de toda a problemática causada pelo seu uso. O choque publicitário não deve ser usado com o uma forma de manipulação, mas como uma maneira de provocar um pensamento crítico para agirmos conforme nossos traços distintivos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

17 de Maio: Comemore!

Hoje completa 21 anos que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou o código 302 0 da Classificação internacional de Doenças (CID) que classificava a homossexualidade como transtorno mental.
Atualmente no Brasil, ocorre uma grande discussão pelo fato do Supremo Tribunal Federal ter reconhecido a união estável de pessoas do mesmo sexo.
Os homossexuais têm construindo um papel cada vez mais importante dentro da sociedade, aos quais destaco são: conquista de direitos, quebrando paradigmas e mesmo assim cresce o número de violência contra os GLBT no país. Um fato iníquo, pois conquistam seu espaço na nação, mas são alvos de grupos de skin heads, rock against, entre outros.
Lembro-me de uma entrevista que a modelo Isabeli Fontana comenta que não gostaria que seu filho fosse homossexual e alega ter “o mínimo de preconceito”, mas ama os “amigos” gays dela. Comentário tão contraditório que repercutiu polêmicas diversas. Se ela que se diz conviver com gays e têm um pensamento acéfalo desses, o que dirá quem não tem uma opinião formada e é levado pela maré da alienação.
“A quantidade de preconceito que cada um de nós tem é inversamente proporcional a de inteligência.”
Jefferson Luiz Maleski

terça-feira, 26 de abril de 2011

Budismo

Após um período de falhas na minha prática diária budista, hoje senti uma necessidade imensa de recitar o Daimoku e o Gongyo.

Recitei um Daimoku tão intenso que me fez chorar, pois lembrei que em um único instante determina toda uma vida (Itinen Sazen).

Lembrei-me que dia 05 deste mês completou dois anos que recebi Gohonzon em que na ocasião decidi firmar uma relação de reciprocidade com o mesmo.
Estava arrumando o quarto e me deparei com uma pilha de revistas e entre elas estavam a Terceira Civilização. Sentei-me no braço do sofá e comecei a folhear. Em questão de milésimos de segundos comecei a indagar e refletir sobre minha vida no atual momento. Ferozmente firmei meu juzu entre as mãos e comecei a recitar Nam-Myoho-Rengue-Kyo.


Instantes após iniciar esta poderosa oração senti minha budicidade se integrar com o objeto de devoção e como consequência o meu estado de vida começou a alcançar o estado mais supremo que possa existir.
“A verdadeira coragem
Reside na comprovação da
Crença da própria pessoa.
Esse ato se resume na fé.
Portanto, coragem é
Sinônimo de fé.”
Daisaku Ikeda.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Atenciosamente.

Após desembarcar na terra que é conhecida trivialmente como “terra de muito pinhão”, senti certa nostalgia ao lembrar tudo o que outrora passara ali.
O aspecto de maior valor considerável nesta curta viagem foi revê-los, meus amigos.
Abordei discussões sobre políticas clássicas, origens de ideologias socioculturais, valores interpessoais, caminhei pelas travessas curitibanas como se fosse um protagonista europeu em uma de suas epopéias, desfrutei de gargalhadas inúteis  e também de risadas com finalidade irônica mordaz, ajudei a aproximar pessoas que por alguma situação equivoca se afastaram sem sentindo.
E minha recompensa foi receber diretamente expressões de amabilidade.
A sensação de ser uma pessoa bem-aventurada aguça a cada dia o importante papel no qual estou envolvido perante a duração limitada nesta sociedade, descreveria como sendo a reciprocidade.
Obrigado a todos que me receberam novamente de maneira afável na cidade que adotei como minha e tenham certeza que jamais ei de esquecê-los.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Cultura 1


Ópera Carmem de Georges Bizet.
Esta cena é realizado no Ato I, onde após o sino da fabrica de tabacos soar, Carmem é a última das cigarreiras a entrar e começa a cantar "Habanera" retendo assim admiração dos indíviduos presentes.

domingo, 3 de abril de 2011

Indignação.

Antes de formar um conceito antecipadamente e sem fundamentos concretos a algum fato, não opine!
Estou estarrecido com alguns acontecimentos.
Eis que compartilhei da minha humilde presença em um evento casual no qual esperaria o mínimo de compreensão dos indivíduos presentes no local.
Quem não tem respeito com as diferenças costumo chamá-los de CRIATURAS.
Criaturas essas que só sabem falar de inutilidades cotidianas, degradação do próximo entre outros assuntos que não contribuem para a soma intelectual dos que estão ao seu redor.
Seu asno, acorde para a realidade, em pleno século XXI e a sua mentalidade continua tão atrofiada que me chega a dar descontentamento.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Inopinado 1


O despertador dispara aflito.
Abro meus olhos com certa perspicácia.
A pele concebe um misto de sentimentos que não se manifestava desde os tempos de minha mocidade.
Acredito que seja a paixão, batendo ligeiramente em meu coração. Eu zombo, sem graça e corro em direção à sala, procuro seu significado em um dicionário empoeirado na estante.

“Sentimento forte; amor ardente; afeto violento; entusiasmo; vício dominador; alucinação”.

Não sei qual definição posso me enquadrar no momento. A certeza única é que me contagia para a ventura no plano lúdico.
Minhas pálpebras se escorregam em direção ao chão.
Sonho acordado, por um momento, atônito.
Posso jurar que este odor que exalo é teu. Que a exaustão que sinto é conseqüência da noite passada que estivemos consumando nossa libido.
Os acontecimentos poderiam ser verídicos, exceto pelo fato de nunca ter te visto, tocado em seu rosto tépido.
Volto para minha cama, fecho meus olhos, esforço-me para dormir, pois quero que este momento surreal alimente minha psique quando acordar novamente.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Seria eu uma espécie em extinção?

O mundo se baseia no consumo compulsivo. Quanto mais tenho mais quero.
Acredito que o sexo foi na mesma proporção.  Banalização é a palavra que descrevo.
Amor de cinema e de romances literários não mais!
Antes os olhares trocados eram para uma futura troca de telefone, um jantar e provavelmente um relacionamento.  Atualmente os olhares se tornaram famintos, sequiosos só pelo puro prazer incessante do sexo.

“- E você, está afim do que hoje?”.

Hoje eu quero defender aqueles que acreditam (assim como eu) na reciprocidade do sentimento que tem como resultado uma ação dúbia de felicidade ou tristeza.
Cansei dos sofrimentos causados por este lado mais lastimável. Analisando eu só experimentei este lado.

“Não sou uma máquina de sexo”.

Confesso que tenho uma libido aguçado mas minha moralidade não se entrelaça com a pérola que ouvi recentemente no qual perguntaram de maneira mais repugnante. “Vamos Foder?”.

Sou diariamente rotulado por ser conservador nesse aspecto.  O traço distintivo do qual me julgam provém de minha educação e aos intrusos faladores só restam lamentarem.