quarta-feira, 1 de junho de 2011

Inopinado 2

Cortinas abertas...

Sinto-me que tenho pouco para ofertar. Esta é a realidade.
Escondido atrás de um personagem frio e sem um desenvolvimento intelectual, espero levantar minha máscara.
Adentrando no campo da psicanálise me familiarizo com o personagem Charlie Brown (Peanuts); neurótico, vive em busca de aceitação dos amigos, desastrado e recebe todos os tipos de maus tratos emocionais ao redor. Nas relações sociais me posiciono sempre de maneira pouco inteligente. Sei que minhas queixas são procedentes das inadequações constantes de meus atos.

Minha vulnerabilidade provém da ideia de querer ser amado por quem está ao meu redor.
O modo factual que isso ocorre, eu não sei bem ao certo explicar, talvez seja uma autodefesa ao qual reprimo meus sentimentos e projeto um mundo que somente eu sou inserido.
O que é um paradoxo esses dois parágrafos acima.

Tento fixar uma constante mudança sinuosa em minha mente, porém sempre acaba em movimento retilíneo.
O processo de modificação e até adaptação do ser humano, a certas situações, costuma ser pouco célere e de modo desagradável.
Gostaria de tirar esta máscara atroz e expressar de todas as maneiras potenciais o meu EU verídico.

Fecham-se as cortinas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário